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Análise: Flamengo chega à final do Intercontinental e fica a um passo de fazer história
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Análise: Flamengo chega à final do Intercontinental e fica a um passo de fazer história

Matheus Bastos

|3 min de leitura

Imagem: Adriano Fontes/Flamengo

O Flamengo está a um passo de reviver uma das maiores noites de sua história. Ao vencer o Pyramids por 2 a 0, no Catar, o Rubro-Negro garantiu vaga na final da Copa Intercontinental e terá pela frente o Paris Saint-Germain, em um duelo que pode coroar uma temporada já marcada por conquistas e protagonismo internacional.

O simbolismo da classificação chama atenção. Assim como em 1981, ano em que conquistou o mundo pela primeira vez, o Flamengo venceu uma semifinal no dia 13 de dezembro. Quarenta e quatro anos depois, o clube volta a ter a chance de repetir o feito e atender a um desejo antigo de sua torcida.

A vitória sobre o Pyramids reforça uma característica marcante do time comandado por Filipe Luís: a capacidade de se adaptar sem perder desempenho. Com mudanças na escalação e ajustes na forma de jogar, o Flamengo controlou a partida, foi eficiente nas bolas paradas e mostrou maturidade para administrar o resultado quando necessário.

Desde os primeiros minutos, o Rubro-Negro assumiu o protagonismo. A equipe teve amplo domínio da posse de bola, pressionou no campo ofensivo e limitou as ações do adversário. Mesmo com variações de intensidade ao longo do jogo, manteve o controle emocional e soube acelerar nos momentos certos.

O primeiro gol saiu em cobrança de falta, após boa movimentação ofensiva e presença forte na área. Já no segundo tempo, novamente pelo alto, o Flamengo ampliou a vantagem e praticamente selou a classificação. Os dois gols de cabeça evidenciaram não apenas a eficiência nas jogadas aéreas, mas também a leitura de jogo e a preparação estratégica da equipe.

Após abrir vantagem confortável, Filipe Luís passou a pensar no confronto decisivo. O treinador promoveu mudanças para preservar jogadores-chave, controlou o ritmo da partida e permitiu que o Flamengo chegasse ao apito final sem sustos, mesmo com maior posse do Pyramids na reta final.

Outro ponto positivo foi o retorno de Pedro, que voltou a atuar após período de recuperação. Mesmo com poucos minutos em campo, o atacante mostrou presença ofensiva e ampliou as opções do elenco para a grande decisão.

A final contra o PSG exigirá um nível ainda mais alto de concentração e intensidade. O Flamengo terá menos margem para erros diante de um adversário tecnicamente superior aos enfrentados até aqui. Ainda assim, o time chega confiante, embalado por uma temporada quase perfeita, com títulos nacionais e continentais já conquistados.

Agora, resta um último desafio. Mais uma final. Mais uma oportunidade de entrar para a história e encerrar o ano com um feito que só uma geração rubro-negra conseguiu alcançar. O Flamengo está pronto para tentar, novamente, conquistar o mundo.

MB

Matheus Bastos

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