O Flamengo voltou a vencer no Campeonato Brasileiro Série A, mas a atuação diante do Vitória ligou o sinal de alerta. O triunfo por 2 a 1, no Barradão, pela terceira rodada, garantiu os primeiros três pontos da equipe na competição nacional, porém entrou para a lista das piores performances sob o comando de Filipe Luís.
Mesmo com o resultado positivo, o time apresentou falhas em praticamente todos os setores e dependeu de eficiência máxima para sair com a vitória.
Vitória com pouca produção ofensiva
A análise do jogo mostra um dado preocupante: o Flamengo marcou dois gols em apenas duas finalizações no alvo ao longo de 100 minutos. A letalidade foi determinante para evitar um tropeço fora de casa.
O Vitória foi superior fisicamente durante boa parte da partida e explorou as fragilidades do time carioca, especialmente nas transições defensivas. Caso tivesse sido mais eficiente nas conclusões, o cenário poderia ter sido diferente.
O gol que abriu o placar veio em chute de fora da área de Erick Pulgar, alternativa encontrada diante da dificuldade rubro-negra em criar jogadas trabalhadas. Já o segundo saiu após lançamento de Léo Ortiz para Everton Cebolinha, que decidiu a partida.
Setores desorganizados e fragilidade defensiva
O Flamengo teve problemas desde a saída de bola até a recomposição defensiva. O meio-campo mostrou pouca criatividade e combate, enquanto a linha defensiva esteve insegura durante grande parte do confronto.
Léo Pereira e Léo Ortiz oscilaram, mas o desempenho coletivo expôs ainda mais as dificuldades do sistema. A equipe sofre para pressionar no campo ofensivo e cede espaços com frequência.
O gol sofrido logo no início do segundo tempo reforçou o cenário de instabilidade. O time voltou do intervalo melhor posicionado, mas ainda distante de controlar o jogo.
Paquetá ainda não encaixa
A dificuldade em encontrar o melhor posicionamento para Lucas Paquetá segue evidente. Após boa atuação como volante em partida anterior, ele voltou a atuar como meia pela direita e teve atuação apagada.
Isolado e pouco participativo, o camisa 20 errou na origem do gol do Vitória e novamente ficou devendo. Em coletiva, Filipe Luís explicou a escolha tática, afirmando que o jogador atua como meia em um 4-3-3, função semelhante à que desempenhava no West Ham United.
Ainda assim, o encaixe coletivo não aconteceu.
Duas boas notícias em meio às críticas
Se o desempenho coletivo preocupa, duas atuações individuais trouxeram alívio.
Everton Cebolinha justificou a titularidade com um gol e uma assistência, sendo o jogador mais incisivo no ataque. Já Emerson Royal respondeu às críticas recentes com boa atuação defensiva e presença ofensiva consistente.
Outro destaque foi Agustín Rossi. Apesar de inseguro na saída de bola em alguns momentos, o goleiro terminou como herói ao defender um pênalti decisivo.
Pressão aumenta antes da Recopa
O momento vivido por Filipe Luís é delicado. A base campeã de 2025 foi mantida, o clube cumpriu seus objetivos na janela de transferências e o nível de exigência permanece alto.
A vitória fora de casa ameniza a pressão, mas o desempenho contra Vitória, Internacional e Fluminense mostra que o Flamengo ainda está longe do padrão apresentado na temporada passada.
Com a Recopa Sul-Americana se aproximando e confronto marcado contra o Lanús, o elenco terá poucos dias para ajustar falhas estruturais.
O resultado trouxe os três pontos. A atuação, no entanto, reforça que o Flamengo precisa evoluir rapidamente para voltar ao nível que o torcedor espera.
