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Maiores Artilheiros do Atlético-MG: Ranking Histórico dos Goleadores do Galo
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Maiores Artilheiros do Atlético-MG: Ranking Histórico dos Goleadores do Galo

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Quando o assunto é faro de gol com a camisa do Galo, a história do Clube Atlético Mineiro é farta em nomes que fizeram as redes balançar com uma regularidade quase absurda. De Reinaldo, o Rei do Mineirão, ao Trio Maldito dos anos 1920, passando por Dadá Maravilha e chegando a Hulk no século XXI, o Atlético-MG construiu ao longo de mais de cem anos de história uma galeria de goleadores que poucos clubes brasileiros podem rivalizar. Cada nome dessa lista carrega épocas diferentes, contextos distintos e histórias que vão muito além dos números.

Este guia reúne o ranking completo dos maiores artilheiros da história do Atlético-MG, com perfis detalhados de cada jogador, recordes individuais e coletivos, artilheiros por competição e as curiosidades que fazem dessa lista algo especial. Se você quer entender de verdade quem foram os homens que mais fizeram o Atleticano vibrar, está no lugar certo. Prepare-se, porque tem muita história entre um gol e outro.

Os 10 Maiores Artilheiros da História do Atlético-MG

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O Atlético-MG foi fundado em 1908 e, ao longo de mais de um século, viu passar por seus gramados jogadores de diferentes épocas, estilos e contextos. O ranking a seguir considera apenas os gols marcados com a camisa do clube em competições oficiais — números suficientes para deixar qualquer torcedor de queixo caído.

1. Reinaldo — O Eterno Rei com 255 Gols

José Reinaldo de Lima entrou para o Atlético-MG em 1973 e nunca mais saiu — pelo menos, não do coração da torcida. Em 475 partidas com a camisa alvinegra, o atacante balançou as redes 255 vezes, um número que ainda parece distante para qualquer herdeiro que tente chegar perto. Reinaldo é, sem qualquer margem de dúvida, o maior artilheiro da história do Galo e um dos jogadores mais talentosos que o futebol brasileiro já produziu.

O que torna a carreira de Reinaldo ainda mais impressionante é o contexto em que ela aconteceu. Ele passou por nove cirurgias no joelho ao longo da vida, a primeira ainda em 1974, apenas um ano após sua estreia. Mesmo assim, manteve um nível de excelência que levou os especialistas a considerá-lo o maior jogador da história do Atlético. Em 1977, numa campanha espetacular do Galo no Brasileirão, ele marcou 28 gols em apenas 18 jogos — uma média de 1,55 por partida que é, até hoje, a maior registrada por qualquer jogador em uma edição do Campeonato Brasileiro. O feito só não resultou em título porque o regulamento da época favoreceu outro clube, mas o desempenho ficou para a eternidade.

Pela Seleção Brasileira, Reinaldo disputou 37 jogos, marcou 14 gols e esteve presente na Copa do Mundo de 1978, na Argentina. Encerrou a carreira precocemente, aos 31 anos, por conta das lesões que insistiam em aparecer — mas os 255 gols pelo Atlético já eram mais do que suficientes para garantir seu lugar no olimpo do futebol mineiro. Entre 1978 e 1983, ele ainda foi parte fundamental do time que conquistou seis Campeonatos Mineiros consecutivos, uma sequência histórica para o clube.

2. Dadá Maravilha — O Herói do Primeiro Brasileirão

Dario José dos Santos, mais conhecido como Dadá Maravilha, entrou para a história do Atlético-MG pela porta mais nobre possível: marcando o gol do primeiro título brasileiro do Galo. Foi no dia 19 de dezembro de 1971, no Maracanã, diante do Botafogo, na final do Campeonato Brasileiro. O gol saiu no segundo tempo e transformou Dadá em mito antes mesmo de encerrar a carreira. Até hoje, ele é tratado como um dos maiores ídolos da história alvinegra.

Em 290 jogos pelo Atlético, entre 1968 e 1979, Dadá Maravilha marcou 211 gols — o segundo maior total da história do clube. Os números falam por si, mas a história vai além das estatísticas. Dadá foi artilheiro do Campeonato Brasileiro em 1971 (15 gols) e em 1972 (17 gols), tornando-se o centroavante mais temido do futebol nacional naquele período. Era um atacante com personalidade própria, estilo marcante e uma habilidade rara de aparecer nos momentos decisivos.

Além do título de 1971, Dadá conquistou três troféus com a camisa alvinegra e deixou uma marca que transcende o esporte. Seu apelido — e toda a filosofia que carrega — resume bem o tipo de jogador que ele era: alguém que transformava o ordinário em extraordinário com naturalidade. Para o atleticano que viveu essa época, o nome Dadá Maravilha evoca não apenas gols, mas sentimentos que o tempo não apaga.

3. Mário de Castro — A Média que Ninguém Mais Fez

Se Reinaldo é o maior em números absolutos, Mário de Castro detém o recorde de eficiência que nenhum atacante brasileiro superou até hoje: 1,95 gols por jogo. Em apenas 100 partidas pelo Atlético, o centroavante balançou as redes impressionantes 195 vezes — uma produção que desafia qualquer tentativa de comparação com jogadores de qualquer era. Mário chegou ao clube em 1926 e, nos anos seguintes, simplesmente destruiu tudo o que havia pela frente.

Era o homem-gol do famoso Trio Maldito, o ataque mais letal que o Galo já teve em toda a sua história. Ao lado de Said e Jairo, ele formava uma linha ofensiva que aterrorizava as defesas adversárias com uma consistência assustadora. A técnica apurada, o posicionamento preciso e o faro de gol aguçado fizeram de Mário de Castro um fenômeno de sua época — e, por extensão, de todas as épocas, já que sua média por partida permanece inatingível.

Os números do Trio Maldito como conjunto dão dimensão ao absurdo: juntos, Mário de Castro, Said e Jairo somaram 459 gols em 99 partidas, com uma média coletiva de 4,63 gols por jogo. Mário de Castro, como destaque individual do trio, é hoje reverenciado como um dos maiores artilheiros que o futebol brasileiro já viu — alguém que colocou o nome do Atlético-MG no centro das atenções nacionais ainda nos anos 1920 e 1930.

4. Guará — O Goleador Precoce que Aterrorizou as Defesas

Guará é um nome que muitos atleticanos mais jovens talvez não conheçam, mas que ocupa com total merecimento o quarto lugar no ranking histórico de artilheiros do clube. Em 200 jogos com a camisa alvinegra, ele marcou 168 gols — uma média expressiva de 0,84 por partida. Guará estreou ainda muito jovem, aos 17 anos, e rapidamente se tornou referência ofensiva numa época em que o futebol brasileiro ainda estava se estruturando.

A trajetória de Guará pelo Atlético foi interrompida de forma trágica ainda durante sua fase mais produtiva: um traumatismo craniano sofrido aos 23 anos comprometeu sua continuidade no esporte em alto nível. Mesmo assim, os 168 gols que ele marcou antes disso já eram mais do que suficientes para garantir um lugar permanente na galeria dos grandes goleadores do Galo. Seu estilo era explosivo, sua velocidade era acima da média e sua capacidade de finalização, fora do comum.

Os títulos do Campeonato Mineiro que Guará ajudou a conquistar estão entre as memórias mais valiosas da primeira fase do clube. Ele atuou principalmente na região de meia-atacante e centroavante, contribuindo para a tradição ofensiva do Atlético em uma época em que o clube ainda buscava consolidar sua identidade no futebol nacional. Para os registros históricos, os 168 gols de Guará são uma das marcas mais impressionantes que o futebol mineiro já produziu.

5. Lucas Miranda — Seis Títulos e 152 Gols

Entre 1944 e 1954, Lucas Miranda foi o capitão e o goleador de referência de um Atlético-MG que dominava o futebol estadual com autoridade. Nessa década de dedicação ao clube, ele marcou 152 gols em 258 jogos e levantou a taça do Campeonato Mineiro seis vezes — um feito que, por si só, já bastaria para garantir seu lugar no imaginário atleticano. Era um atacante completo, com habilidade técnica aliada a um faro de gol que o tornava imprevisível diante das defesas adversárias.

O que diferencia Lucas Miranda no ranking histórico do clube é a constância. Enquanto Mário de Castro surpreende pela eficiência e Reinaldo pela quantidade absoluta, Lucas se destaca pela durabilidade e pela regularidade ao longo de dez anos vestindo as cores alvinegras. Poucos jogadores na história do Atlético conseguiram manter um nível tão alto por tanto tempo, especialmente num período em que as condições físicas e as demandas do futebol eram bastante diferentes das atuais.

Seu legado vai além das redes balançadas. Lucas Miranda foi um dos capitães que ajudou a moldar a identidade do Atlético-MG como um clube competitivo e ambicioso. Os seis títulos mineiros conquistados sob sua liderança são parte de um capítulo fundamental na história do clube — um capítulo no qual o artilheiro de Belo Horizonte aparece sempre em posição de destaque.

6. Said — O "Abi-chute" do Trio Maldito

Said ganhou um apelido que resume muito bem o que ele fazia de melhor: "Abi-chute", referência ao seu chute potente e certeiro, que transformava qualquer tentativa em ameaça real. Integrante do famoso Trio Maldito, Said atuou como meio-armador do ataque atleticano nos anos 1930 e somou 142 gols com a camisa do Galo — o sexto maior total da história do clube. Mais do que um artilheiro puro, ele era o criador de jogadas que abastecia Mário de Castro e Jairo com passes milimétricos.

Said conquistou três Campeonatos Mineiros pelo Atlético e deixou uma marca que foi além dos números. Era um jogador tecnicamente refinado para os padrões da época, com visão de jogo apurada e capacidade de resolver as partidas tanto na criação quanto na finalização. O chute forte — que justificava o apelido — era o instrumento mais temido pelos goleiros adversários, e Said o usava com uma precisão que poucas vezes encontrava resistência.

No contexto do Trio Maldito, Said era a peça que conectava criatividade e eficiência. Junto com Mário de Castro na área e Jairo pela ponta, ele formou uma das combinações ofensivas mais letais que o futebol brasileiro já viu nas primeiras décadas do século XX. Os 142 gols marcados ao longo de sua passagem pelo clube colocam seu nome em definitivo entre os maiores artilheiros que já vestiram o alvinegro atleticano.

7. Hulk— O ídolo recente

Hulk segue escrevendo seu nome na história do Atlético Mineiro. Com seus gols decisivos desde que chegou ao clube em 2021, o atacante já alcançou a marca que o coloca entre os maiores artilheiros de todos os tempos do Galo.

Atualmente, Hulk ocupa a 7ª posição entre os maiores goleadores da história do Atlético-MG, um feito impressionante para um jogador que chegou ao clube já experiente. Seus números refletem não apenas talento, mas também regularidade e protagonismo em momentos importantes.

Além das estatísticas, Hulk se tornou um dos grandes ídolos recentes da torcida atleticana, sendo peça fundamental em conquistas e campanhas marcantes. Seu legado no clube continua crescendo a cada temporada, reforçando seu lugar na história do Galo.

8. Guilherme — O Centroavante dos Anos 90

Guilherme é o nome que representa o atleticano dos anos 1990 e 2000 com mais propriedade na lista dos goleadores históricos do clube. Em 205 jogos com a camisa do Galo, o centroavante marcou 139 gols e foi a principal referência ofensiva de um time que chegou à final do Campeonato Brasileiro de 1999 — vice-campeonato que, apesar do resultado, entrou para a memória atleticana como uma das melhores campanhas da história recente do clube. Era um atacante de área, forte no jogo aéreo e com excelente senso de posicionamento.

Na temporada de 1999, Guilherme protagonizou uma campanha artilheira que entrou para os anais do clube. Foram 28 gols marcados ao longo do campeonato, igualando a histórica marca que Reinaldo tinha estabelecido em 1977 no Brasileirão. O feito colocou Guilherme em um patamar especial: poucos jogadores na história do futebol brasileiro foram capazes de reproduzir a produtividade que o Rei havia demonstrado duas décadas antes, e o centroavante conseguiu exatamente isso.

Guilherme passou por diferentes fases no Atlético-MG e também viveu momentos em outros clubes, mas foi com o Galo que escreveu sua história mais significativa. Os 139 gols que somou na camisa alvinegra o mantêm vivo nas conversas sobre os grandes nomes do ataque atleticano, e o vice de 1999 — por mais que doa — é lembrado como uma campanha em que o artilheiro foi protagonista inegável.

9. Ubaldo — Uma Década de Gols nos Anos 50

Ubaldo é uma figura essencial para quem deseja entender o Atlético-MG dos anos 1950. Com 135 gols marcados em 274 jogos entre 1950 e 1960, ele foi o principal goleador do clube durante toda uma década — um período de intensa atividade do futebol brasileiro e de consolidação do Campeonato Mineiro como uma das competições estaduais mais fortes do país. Seis títulos do Mineiro estão no currículo do atacante, que foi peça-chave em cada uma dessas conquistas.

O que distingue Ubaldo no contexto histórico do Atlético é a longevidade dentro de um alto nível de produção. Enquanto outros artilheiros da lista brilharam em períodos mais curtos com médias mais altas, Ubaldo manteve uma consistência notável ao longo de uma década inteira vestindo as cores do Galo. Essa regularidade, aliada à capacidade de aparecer nos momentos decisivos, fez dele um dos atacantes mais respeitados de sua geração no futebol mineiro.

A memória de Ubaldo no Atlético-MG é a de um atacante silencioso, daqueles que constroem a história tijolo por tijolo, jogo após jogo, gol após gol. Sem o glamour de um apelido famoso ou de um gol histórico que se perpetua no imaginário popular, ele deixou sua marca de forma mais discreta — mas os 135 gols e os seis títulos estaduais dizem tudo sobre o tipo de jogador que foi.

10. Marques — De Assistência em Assistência, os Gols Também Foram

Marcelo Marques ganhou o apelido de "Craque das Assistências", mas olhar apenas para os passes que ele deu seria ignorar metade da história. Em 386 jogos pelo Atlético-MG — somando três passagens diferentes pelo clube —, Marques somou 133 gols com a camisa alvinegra, tornando-se o nono maior artilheiro da história. Um atacante de área que também sabia criar, ele foi um dos mais completos que o Galo teve entre os anos 1990 e 2000.

No Campeonato Brasileiro, Marques é o segundo maior artilheiro do Atlético-MG na competição, com 64 gols — só atrás de Reinaldo, que marcou 89. Esse dado reforça o quanto ele foi importante na liga nacional, especialmente em campanhas que trouxeram o clube para o centro das atenções do futebol brasileiro. Era um jogador que combinava volume com consistência, aparecendo nos grandes momentos com a naturalidade de quem estava acostumado a decidir.

Entre os títulos de Marques com o Galo estão três Campeonatos Mineiros, a Copa Conmebol e o Torneio da Centenário de BH, em 1997. O fato de ter voltado ao clube em três diferentes momentos da carreira diz muito sobre o vínculo que ele mantinha com o alvinegro — e sobre a importância que o Atlético depositava nele toda vez que precisava de um atacante de referência.

O Trio Maldito: Quando o Atlético-MG Tinha o Ataque Mais Temido do Brasil

Entre os anos de 1927 e 1931, o Atlético-MG foi casa de um ataque que entrou para a história do futebol brasileiro como um dos mais letais de todos os tempos. O Trio Maldito, formado por Mário de Castro, Said e Jairo de Almeida, aterrorizou defesas adversárias com uma regularidade que os dados confirmam: juntos, os três somaram 459 gols em apenas 99 partidas como conjunto, com uma média coletiva de 4,63 gols por jogo. Um número que, lido hoje, parece quase impossível.

Mário de Castro era o centroavante e a estrela do trio — o homem que finalizava com uma eficiência de 1,95 gols por partida, recorde absoluto no futebol brasileiro de todos os tempos. Said, o "Abi-chute", era o meio-armador que conectava criação e finalização com um chute potente e preciso. Jairo era o ponteiro com futebol cerebral e técnico, responsável por criar espaços e abrir jogadas pela ala. Cada um tinha uma função clara, e juntos formavam um sistema que poucas defesas conseguiam neutralizar.

O apelido "Maldito" era uma homenagem ao terror que eles causavam nos adversários — e um reconhecimento da torcida atleticana pela magia daquelas atuações. Em 1931, o trio foi peça fundamental na conquista do Campeonato da Cidade, superando o Palestra Itália na finalíssima. Jairo de Almeida ainda marcou 122 gols durante seu período no clube, o que significa que o Trio Maldito, como unidade, acumulou um total histórico que ainda ressoa mais de noventa anos depois. Quando o Galo tinha esses três em campo, o resultado raramente estava em dúvida.

Hulk e a Artilharia do Atlético-MG no Século XXI

Se o século XX teve Reinaldo como seu maior símbolo artilheiro, o século XXI tem um nome que se destaca de forma isolada: Hulk. Desde que chegou ao Atlético-MG em 2021, o atacante acumulou mais de 140 gols com a camisa alvinegra e conquistou o título de maior artilheiro do Galo no período moderno, ultrapassando Diego Tardelli, que somou 112 gols em 230 jogos ao longo de três passagens pelo clube. A disputa entre os dois foi um dos assuntos mais apaixonantes do futebol atleticano recente.

Hulk chegou ao Galo com a missão de ser liderança e referência, e cumpriu o compromisso com folga. Seu impacto foi imediato: com a camisa alvinegra, ele conquistou títulos, marcou gols decisivos e tornou-se o símbolo de uma geração de atleticanos que viveu a era de maiores conquistas do clube, incluindo a Libertadores de 2021 — a primeira da história do Galo.

Diego Tardelli, por sua vez, merece menção especial como o segundo maior artilheiro do século na história do clube. Com gols importantes, personalidade de líder e uma relação afetiva profunda com a torcida, Tardelli foi protagonista em fases históricas do Atlético — incluindo o bicampeonato brasileiro de 2012 e 2013. Seus 112 gols em três diferentes passagens colocam-no em definitivo entre os maiores do clube na era moderna, ao lado do amigo pessoal que o superou de maneira carinhosa.

Maiores Artilheiros do Atlético-MG no Brasileirão

O Campeonato Brasileiro é a principal competição do futebol nacional, e o Atlético-MG sempre teve representantes de peso entre os maiores goleadores da liga. Na história do clube no torneio, Reinaldo lidera com 89 gols — um número que confirma por que ele é considerado o maior atacante da história do Galo, não apenas pelos gols totais, mas pela produtividade específica na principal competição do país.

Logo atrás vem Marques, com 64 gols no Brasileirão pelo Atlético. A consistência do jogador ao longo de múltiplas temporadas e três passagens pelo clube permitiu que ele acumulasse esse total expressivo na liga nacional. Na sequência, Hulk aparece com 56 gols — resultado impressionante considerando que chegou ao clube apenas em 2021 e em pouco tempo já se tornou um dos maiores artilheiros do Galo na competição.

Guilherme também aparece nesse recorte com 55 gols no Brasileirão, consolidando sua importância para o clube nos anos 1990 e 2000. O que esse ranking do Brasileirão revela é que os maiores artilheiros históricos do Atlético-MG não eram apenas eficientes em jogos locais ou estaduais — eles mantinham o nível no mais exigente torneio do futebol brasileiro, contra as defesas mais organizadas do país.

Maiores Artilheiros do Atlético-MG no Campeonato Mineiro

O Campeonato Mineiro ocupa um lugar especial no coração do atleticano, e o histórico artilheiro do Galo na competição estadual é tão rico quanto o do torneio nacional. Nos dados históricos gerais, Reinaldo também desponta como um dos maiores goleadores do clube no Mineiro, mas o recorte do século XXI traz um nome que domina a competição com autoridade: Hulk, com mais de 37 gols desde 2021, é o maior artilheiro do Atlético-MG no estadual no período contemporâneo.

Antes de Hulk, outros nomes deixaram marcas importantes no Campeonato Mineiro com a camisa alvinegra. Lucas Miranda, que foi campeão estadual seis vezes entre 1944 e 1954, é um dos mais produtivos na história da competição. Ubaldo, com igual número de conquistas do Mineiro nos anos 1950, também esteve entre os líderes de gols do clube nas edições que disputou. A tradição atleticana no estadual é construída sobre esses alicerces históricos.

O Atlético-MG é um dos clubes mais titulados do Campeonato Mineiro, com mais de 45 conquistas estaduais ao longo da história. Boa parte desses títulos foi conquistada com artilheiros de peso assumindo o protagonismo. Não à toa, o clube tem uma relação visceral com seus goleadores — cada título do Mineiro tem um nome associado, um cara que fez o gol decisivo ou que liderou o ataque durante toda a campanha.

Recordes e Curiosidades dos Goleadores do Atlético-MG

A história dos artilheiros do Galo é repleta de números que surpreendem e curiosidades que merecem destaque. O primeiro deles é a média absurda de Mário de Castro: 1,95 gols por jogo em 100 partidas pelo Atlético. Para efeito de comparação, Ronaldo Fenômeno — considerado por muitos o maior centroavante de todos os tempos — registrou médias próximas a 0,8 gol por jogo ao longo da carreira. A produção de Mário de Castro nos anos 1920 e 1930 é, nesse sentido, um dos fenômenos mais inexplicáveis da história do futebol brasileiro.

Reinaldo, por sua vez, detém o recorde de maior média de gols por jogo em uma única edição do Campeonato Brasileiro: 1,55 gols por partida na temporada de 1977, com 28 gols em 18 jogos. Esse número ainda não foi superado por nenhum jogador em mais de quatro décadas de Brasileirão. Guilherme igualou o número de gols (28) na temporada de 1999, mas em mais partidas — o que evidencia ainda mais o quanto a produção de Reinaldo naquele ano foi fora da curva.

Outro dado curioso: o Atlético-MG é o único clube do Brasil que tem dois jogadores com mais de 200 gols na história (Reinaldo, com 255, e Dadá Maravilha, com 211). Isso coloca o clube em uma categoria exclusiva no futebol nacional, com uma tradição artilheira que poucos times conseguem replicar. O top 10 histórico do Galo começa em 126 gols — o que significa que, para entrar sequer na lista dos dez maiores, um jogador precisa de bem mais de uma centena de gols com a camisa alvinegra.

Perguntas Frequentes

Quem é o maior artilheiro do Atlético-MG de todos os tempos?

Reinaldo é o maior artilheiro da história do Atlético-MG, com 255 gols marcados em 475 jogos oficiais pelo clube. Considerado o maior jogador da história do Galo, ele encerrou a carreira aos 31 anos por conta de lesões, mas deixou um legado artilheiro que ainda não foi superado.

Qual foi a melhor média de gols por jogo na história do Galo?

A melhor média de gols por jogo pertence a Mário de Castro, com impressionantes 1,95 gols por partida em 100 jogos pelo Atlético-MG. Essa média é considerada a maior registrada por um atacante de futebol no Brasil em todos os tempos e provavelmente jamais será igualada.

Quem é o maior artilheiro do Atlético-MG no século XXI?

Hulk é o maior artilheiro do Atlético-MG no século XXI, com mais de 127 gols desde sua chegada ao clube em 2021. Ele ultrapassou Diego Tardelli, que havia marcado 112 gols em três passagens pelo clube, e também lidera a artilharia do Galo no Campeonato Mineiro no período contemporâneo.

Reinaldo marcou quantos gols no Brasileirão pelo Atlético-MG?

Reinaldo marcou 89 gols pelo Atlético-MG no Campeonato Brasileiro, o maior total do clube na competição nacional. Na temporada de 1977, ele marcou 28 gols em apenas 18 jogos — a maior média de gols por partida em uma única edição do Brasileirão, com 1,55 por jogo, recorde que nunca foi superado.

O que foi o Trio Maldito do Atlético-MG?

O Trio Maldito foi o famoso ataque do Atlético-MG formado por Mário de Castro, Said e Jairo de Almeida, que atuou entre 1927 e 1931. Juntos, eles marcaram 459 gols em 99 partidas como trio, com média de 4,63 gols por jogo. O apelido "Maldito" fazia referência ao terror que eles causavam nas defesas adversárias da época.

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