Goleada é uma daquelas palavras que faz o torcedor sorrir ou chorar antes mesmo do apito final. No futebol brasileiro, cada placar elástico carrega uma história, um craque, um estádio lotado e, quase sempre, uma rivalidade que ainda hoje ferve nas redes sociais. Você já parou para imaginar como seria estar no Maracanã vendo 8 a 0 no marcador?
Se a sua dúvida é justamente saber quais são as maiores goleadas do futebol brasileiro, este guia foi feito para te dar a resposta completa. Vamos passar pelo Brasileirão, pelos estaduais, pela Seleção e pelas curiosidades que poucos torcedores conhecem.
Quais são as maiores goleadas do futebol brasileiro? Resumo rápido
Antes de mergulhar nos detalhes, vale uma visão panorâmica. As maiores goleadas do futebol brasileiro misturam jogos antigos, com times pouco estruturados de um lado, e duelos recentes, em que clássicos terminaram em massacre.
O ranking inclui placares como Botafogo 24 a 0 sobre o Mangueira (1909), Corinthians 10 a 1 contra o Tiradentes (1983) e o Flamengo 8 a 0 no Vitória (2025). Cada um desses confrontos pertence a um contexto diferente, e é por isso que separamos a lista por categoria nos próximos tópicos.
Botafogo 24 x 0 Mangueira: a maior goleada da história do futebol brasileiro
Existe um placar que parece coisa de videogame, e ele está no livro de recordes brasileiro. Em 1909, pelo Campeonato Carioca, o Botafogo despachou o Mangueira por incríveis 24 a 0, no antigo estádio do General Severiano. É a maior goleada já registrada por um clube grande no Brasil.
O atacante Gilbert Hime fez sozinho 9 gols naquela tarde, marca que pouquíssimos jogadores no mundo conseguiram repetir. Naquela época, o Mangueira era um time amador, sem qualquer estrutura, enquanto o Glorioso já dominava o futebol carioca. O resultado foi cruel, mas entrou para a história como um marco para sempre lembrado.
Maiores goleadas do Campeonato Brasileiro Série A
O Brasileirão Série A nasceu em 1971, e desde então acumula placares de tirar o fôlego. Aqui estão os duelos mais elásticos da competição, somando o formato antigo e a era dos pontos corridos.

Corinthians 10 x 1 Tiradentes (1983): a maior goleada do Brasileirão
Em 9 de fevereiro de 1983, o estádio do Canindé virou cenário do massacre que entrou para sempre na história. O Corinthians, comandado pelo técnico Mário Travaglini, bateu o Tiradentes-PI por 10 a 1, em jogo válido pelo Brasileirão daquele ano.
Sócrates marcou quatro vezes e ainda contou com a ajuda de Casagrande e Zenon na construção das jogadas. O Tiradentes, time piauiense em sua estreia na elite, sofreu até o apito final. Esse continua sendo o placar mais elástico já registrado no Campeonato Brasileiro Série A.
Aproveite e confira o vídeo do canal Arquivo SCCP com os destaques dessa partida:
Vasco 9 x 0 Tuna Luso (1984)
Um ano depois, o Vasco resolveu igualar o feito histórico do rival paulista. Em 19 de fevereiro de 1984, em São Januário, o Cruzmaltino aplicou um sonoro 9 a 0 sobre a Tuna Luso, do Pará, com direito a quatro gols do volante Arturzinho.
A diferença de oito gols deixa esse jogo entre os mais lembrados das primeiras décadas do Brasileirão. Para os adeptos da Colina, foi também uma das tardes mais comemoradas dentro do estádio histórico do clube.
Santos 9 x 2 Bahia (1968)
Quem viveu os anos 1960 viu o Santos jogar como nenhuma outra equipe brasileira. Em 10 de outubro de 1968, no Pacaembu, o time da Vila Belmiro fez 9 a 2 no Bahia, em duelo válido pelo torneio da época que servia como precursor do Brasileirão.
Pelé, claro, esteve no centro de tudo. O Rei comandou o ataque alvinegro com seu repertório completo, e Pepe também deixou sua marca. O placar virou referência quando o assunto é a era dourada do Peixe.
Fluminense 8 x 0 Fonseca (1960)
Antes mesmo do Brasileirão ganhar o nome atual, o Fluminense já dava espetáculo. No dia 31 de agosto de 1960, em Laranjeiras, o Tricolor goleou o Fonseca por 8 a 0, em uma partida da chamada Taça Brasil, considerada precursora oficial do Campeonato Brasileiro.
O resultado serviu para reforçar o domínio dos clubes do Rio de Janeiro nas primeiras competições nacionais. Para os mais antigos, é um daqueles jogos que se contam de pai para filho dentro das Laranjeiras.
Maiores goleadas do Brasileirão na era dos pontos corridos

A partir de 2003, o Brasileirão mudou de formato e ganhou disputa anual em pontos corridos. Mesmo com mais equilíbrio, alguns jogos terminaram em placares que entraram direto para o ranking.
Flamengo 8 x 0 Vitória (2025): a maior goleada dos pontos corridos
O Maracanã viu, em 2025, o placar mais elástico da era dos pontos corridos. Pela 21ª rodada, o Flamengo de Filipe Luís atropelou o Vitória por 8 a 0, com três gols de Pedro, dois de Samuel Lino, e ainda gols de Arrascaeta, Luiz Araújo e Bruno Henrique.
A partida virou símbolo da campanha do título rubro-negro daquela temporada. O Vitória, em péssimo momento na competição, não conseguiu reagir em nenhum momento dos 90 minutos, e o resultado entrou para a história do estádio.
Internacional 7 x 1 Santos (2023)
No Beira-Rio, em outubro de 2023, o Internacional aplicou um 7 a 1 inesquecível sobre o Santos. Foi um daqueles jogos em que o ataque colorado encaixou tudo, e o adversário vinha em fase delicadíssima na competição.
O placar é um dos maiores entre clubes do chamado G-12 na história do Brasileirão, ao lado de outros 7 a 1 envolvendo gigantes nacionais. Para o Peixe, virou um dia que muitos torcedores preferem esquecer.
Cruzeiro 7 x 0 Bahia (2003)
Logo no primeiro Brasileirão em pontos corridos, em 14 de dezembro de 2003, o Cruzeiro deu o tom do que seria a grande campanha do título daquele ano. Na Fonte Nova, o Bahia foi atropelado por 7 a 0 em pleno estádio próprio.
A Raposa de Vanderlei Luxemburgo terminou aquela edição como uma das equipes mais avassaladoras já vistas no Campeonato Brasileiro. O resultado em Salvador segue como uma das mais lembradas humilhações do Tricolor baiano em casa.
São Paulo 6 x 0 Paraná (2007)
Em 1º de maio de 2007, no Morumbi, o São Paulo recebeu o Paraná e devolveu uma sonora goleada por 6 a 0. A equipe tricolor venceria também o título nacional daquela temporada, em uma das fases mais estáveis de sua história recente.
O placar mostra o quanto o São Paulo dominou o cenário entre 2006 e 2008. Para o Paraná, foi mais uma estatística pesada em uma temporada inteira de dificuldades dentro da elite.
Atlético-MG 6 x 0 Figueirense (2012)
No estádio Independência, em 6 de outubro de 2012, o Atlético-MG passou por cima do Figueirense por 6 a 0. O Galo vivia uma transição forte na época, com Ronaldinho Gaúcho ganhando protagonismo no time.
O Furacão catarinense ainda lutava contra o rebaixamento e sofreu para conter os contra-ataques do Galo. O resultado segue listado entre os mais elásticos do Brasileirão recente quando o assunto é confronto direto entre clubes da elite.
Maiores goleadas dos campeonatos estaduais
Os estaduais brasileiros guardam algumas das contagens mais surreais já vistas em jogos oficiais. A combinação de calendário extenso, diferença grande entre clubes e estádios apaixonados criou cenários únicos para placares dignos de almanaque.
Vasco 14 x 1 Canto do Rio (1947)
Em 1947, no Estádio São Januário, o Vasco mandou um recado pesado para o futebol carioca. Pelo campeonato estadual, o Cruzmaltino atropelou o Canto do Rio por 14 a 1, com show absoluto de Ademir de Menezes, atacante que viraria ídolo eterno na Colina.
A partida ficou marcada como a tarde mais inspirada do "Expresso da Vitória", time que dominou o Carioca da década de 1940. Foi também a confirmação de que o Vasco era, naquele momento, uma das forças máximas do continente.
Palestra Itália 11 x 0 Corinthians (1920)
Sim, você leu certo. Em 1920, no Campeonato Paulista, o atual Palmeiras, então chamado Palestra Itália, fez 11 a 0 no maior rival de hoje, o Corinthians. O placar é o maior dérbi de todos os tempos e segue intocável até hoje.
O Timão vivia momento de transição, sem peças importantes em campo, enquanto o Palestra contava com o melhor elenco do estado. Quem é palmeirense reverencia o placar até hoje, e quem é corintiano prefere mudar de assunto.
Santos 11 x 0 Botafogo-PB (1961)
Pelo finalzinho da era da Taça Brasil, em 1961, o Santos do Rei Pelé aplicou outra goleada para deixar o Brasil de boca aberta. Foram 11 a 0 no Botafogo da Paraíba, em jogo no qual o camisa 10 marcou 8 vezes sozinho.
O resultado virou parte do material lendário usado para descrever o Peixe daquela década. Para muitos historiadores, é o placar que melhor traduz a diferença técnica entre o Santos e seus adversários no início dos anos 1960.
Goleadas históricas da Seleção Brasileira

Quando se fala em maiores goleadas do futebol brasileiro, é impossível ignorar a Seleção. A Amarelinha já aplicou alguns placares brutais, e também já sofreu uma das humilhações mais lembradas do esporte mundial.
Brasil 14 x 0 Nicarágua (1975)
Em 17 de outubro de 1975, em Cuiabá, a Seleção Brasileira fez 14 a 0 na Nicarágua, em jogo válido pelo Pan-Americano. O ataque verde e amarelo encaixou tudo, e o adversário não esboçou reação ao longo dos 90 minutos.
O placar segue como a maior goleada já aplicada pela Seleção principal em um jogo oficial. Foi também uma das tardes mais raras do futebol amador centro-americano enfrentando uma potência mundial em pleno solo brasileiro.
Brasil 9 x 0 Colômbia (1957)
Em 24 de março de 1957, durante o Campeonato Sul-Americano disputado em Lima, no Peru, o Brasil derrotou a Colômbia por 9 a 0. A vitória teve dois gols de Didi e ainda contou com outros nomes históricos da geração.
A partida é frequentemente lembrada quando se quer mostrar como a Seleção dos anos 1950 já flertava com o título do mundo que viria em 1958. Foi uma demonstração clara da força do futebol brasileiro contra rivais sul-americanos.
Brasil 1 x 7 Alemanha (2014): a goleada mais dolorosa
Goleada nem sempre é alegria. Em 8 de julho de 2014, no Mineirão, o Brasil viveu o pior dia da sua história em Copas do Mundo. A semifinal contra a Alemanha terminou em 7 a 1 para os europeus, e a marca ficou eternizada como "Mineirazo".
O resultado mudou a forma como torcedores e a CBF passaram a enxergar reformulações na Seleção. Mesmo com o tempo, o jogo segue como referência sempre que se debate maiores placares envolvendo clubes ou seleções brasileiras, ainda que pelo lado triste.
Goleadas entre os grandes clubes brasileiros
E quando o massacre acontece em um clássico de verdade? Esses placares têm um peso diferente, porque envolvem dois gigantes em campo, com torcida grande, transmissão nacional e história em jogo.
O placar de 7 a 1 já apareceu três vezes envolvendo clubes do G-12: Vasco fez no São Paulo, em 2001, no Brasileirão, Corinthians sobre o Santos, em 2005, também na elite, e mais recentemente Internacional sobre o Santos, em 2023. Esses jogos costumam virar memes quase imediatos entre as torcidas rivais.
Curiosidades sobre as maiores goleadas do futebol brasileiro
Nem todas as listas concordam sobre o placar oficial de algumas partidas antigas, especialmente as anteriores aos anos 1950. Jogos como Botafogo 24 a 0 Mangueira aparecem em fontes diferentes com pequenas variações, mas o resultado geral é amplamente aceito por historiadores.
Outra curiosidade interessante é que muitos craques que protagonizaram goleadas viraram artilheiros eternos dos clubes. Sócrates, Pelé, Ademir de Menezes e Ronaldo, por exemplo, cresceram suas estatísticas pessoais justamente em duelos com placares elásticos. Nada como um massacre para inflar a média de gols por jogo.
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Perguntas frequentes sobre as maiores goleadas do futebol brasileiro
Qual é a maior goleada da história do futebol brasileiro?
A maior goleada já registrada por um clube grande no Brasil foi Botafogo 24 a 0 Mangueira, em 1909, pelo Campeonato Carioca. Gilbert Hime, atacante alvinegro, marcou 9 gols sozinho na partida.
O resultado é citado em livros e enciclopédias do esporte, mesmo com a estrutura amadora que o futebol brasileiro tinha naquela época. Por isso, ainda hoje, é o número mais lembrado em qualquer ranking dedicado ao tema.
Qual a maior goleada do Campeonato Brasileiro Série A?
O placar mais elástico do Brasileirão Série A é Corinthians 10 a 1 Tiradentes, em 1983, com quatro gols de Sócrates. Em 1984, o Vasco repetiu a diferença de gols ao fazer 9 a 0 na Tuna Luso, igualando o feito.
Os dois jogos seguem empatados em diferença de gols, mas o jogo do Corinthians tem o placar absoluto mais alto. É por isso que ele leva o título de maior massacre da elite nacional até hoje.
Qual é a maior goleada do Brasileirão na era dos pontos corridos?
Desde 2003, quando o Brasileirão passou a ser disputado em pontos corridos, a maior goleada é o 8 a 0 do Flamengo sobre o Vitória, em 2025, no Maracanã. A partida foi pela 21ª rodada e teve três gols de Pedro como destaque.
Antes desse jogo, o recorde da era era o 7 a 0 do Cruzeiro sobre o Bahia, em 2003. O Flamengo, então, ampliou a margem e estabeleceu o novo número de referência para os anos atuais.
Qual a maior goleada da Seleção Brasileira?
A maior goleada aplicada pela Seleção principal é o 14 a 0 sobre a Nicarágua, em 1975, em Cuiabá, durante o Pan-Americano daquele ano. O placar segue como o recorde absoluto da Amarelinha em jogos oficiais.
Outras goleadas históricas do Brasil incluem o 9 a 0 sobre a Colômbia em 1957 e o 10 a 1 contra a Bolívia em 1949, em duelo de Eliminatórias. Todos esses jogos reforçam o domínio brasileiro contra rivais sul-americanos.
Qual a maior goleada sofrida pela Seleção Brasileira?
A pior derrota da Seleção em uma Copa do Mundo é o 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão, em 2014. O resultado é conhecido como "Mineirazo" e segue como ferida aberta para muitos torcedores.
A partida foi a semifinal daquela Copa, disputada em solo brasileiro, o que aumentou ainda mais o impacto emocional do jogo. Mais de uma década depois, o resultado ainda é citado em qualquer debate sobre os piores momentos do futebol nacional.
Qual a maior goleada em um clássico no Brasil?
Em clássicos paulistas, o maior placar é o 11 a 0 do Palestra Itália, atual Palmeiras, sobre o Corinthians, em 1920. Já entre clubes do G-12 no Brasileirão, o 7 a 1 aparece três vezes, todas envolvendo Santos, São Paulo, Vasco, Corinthians e Internacional.
Esses números mostram que dérbis e clássicos nem sempre são equilibrados como a fama sugere. Em algumas tardes, um dos lados encaixa tudo e o outro entra para a história pelo motivo errado.
