Este recorde durou pouco. Ao longo da campanha da Argentina rumo à decisão da Copa do Mundo de 2026 — que terminou com a vitória da Espanha por 1 a 0, na prorrogação —, Messi ampliou sua marca para 21 gols em Mundiais. Kylian Mbappé, porém, foi além: com dois gols na disputa pelo terceiro lugar, o francês fechou o torneio com 22 gols e assumiu de vez a artilharia histórica das Copas, deixando o argentino na segunda posição. Os números atualizados estão no ranking mais abaixo.
Lionel Messi entrou de vez para a história nesta segunda-feira (22). O camisa 10 marcou os dois gols da vitória da Argentina por 2 a 0 sobre a Áustria, pela segunda rodada do Grupo J, e se isolou como o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. No AT&T Stadium, em Dallas, lotado com 70.649 pessoas, foi o argentino quem garantiu o seu 18º gol em Mundiais, a artilharia histórica e a vitória da Albiceleste.
O jogo começou com susto. Logo aos sete minutos, o craque desperdiçou um pênalti. A redenção veio na reta final do primeiro tempo, quando Medina cruzou da esquerda e Messi, de primeira, abriu o placar com o gol que o cravou sozinho no topo da artilharia histórica. Nos acréscimos da etapa final, a Argentina armou o contra-ataque e o camisa 10 finalizou de dentro da área: a defesa bloqueou, mas na sobra ele guardou e ampliou o recorde.
A marca que pertenceu a Klose por mais de uma década
Por doze anos, o topo da artilharia das Copas teve um dono solitário. Miroslav Klose marcou 16 gols em quatro Copas do Mundo e manteve sozinho o recorde por 12 anos. O alemão construiu a marca com cinco gols em 2002, cinco em 2006, quatro em 2010 e dois em 2014, ao longo de 24 jogos. A trajetória culminou no Mundial do Brasil, quando Klose superou Ronaldo Nazário, então recordista.
Messi alcançou o alemão poucos dias antes. Na estreia contra a Argélia, o argentino foi à rede três vezes e chegou aos 16 gols, igualando Klose. Contra a Áustria, ultrapassou no ranking de vez e abriu nova vantagem na liderança isolada.
Messi: vinte anos de uma trajetória em Copas

O recorde é fruto de duas décadas no maior palco do futebol. Messi marcou nas Copas de 2006, 2014, 2018, 2022 e 2026. Sua trajetória começou em 2006, aos 18 anos, com um gol contra Sérvia e Montenegro. Passou em branco em 2010, apesar da campanha argentina até as quartas de final.
A edição mais produtiva fora deste 2026 foi a de 2014. Naquele Mundial, o craque fez quatro gols, todos na fase de grupos, e levou a Argentina até a final, perdida para a Alemanha na prorrogação. Em 2018, voltou a marcar apenas uma vez, contra a Nigéria, no gol que garantiu a classificação ao mata-mata. O ápice coletivo veio em 2022, com o título mundial no Catar.
Em 2026, Messi ampliou ainda mais sua conta particular. Além dos gols na fase de grupos, contra Argélia e Áustria, o camisa 10 seguiu balançando as redes ao longo do mata-mata e encerrou sua provável última Copa do Mundo com 21 gols acumulados no torneio — a segunda melhor marca da história, atrás apenas de Kylian Mbappé.
Uma coleção de recordes além da artilharia
A liderança em gols se soma a uma lista de marcas históricas já conquistadas pelo argentino. Messi é o jogador com mais partidas em Copas do Mundo e também lidera em minutos disputados, além de ser quem mais vezes foi capitão na competição. Ao lado de Cristiano Ronaldo e do goleiro Guillermo Ochoa, divide o recorde de seis Copas disputadas (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026).
O feito também alimenta uma meta de carreira. O gol sobre a Áustria foi o de número 916 de Messi em jogos oficiais, em 22 anos como profissional.
O ranking atualizado dos maiores artilheiros da história da Copa do Mundo
Com o final da Copa do Mundo de 2026, o pódio histórico ficou assim:
Kylian Mbappé (França) – 22 gols
Lionel Messi (Argentina) – 21 gols
Miroslav Klose (Alemanha) – 16 gols
Ronaldo (Brasil) – 15 gols
Gerd Müller (Alemanha Ocidental) e Harry Kane (Inglaterra) – 14 gols
Just Fontaine (França) – 13 gols
Pelé (Brasil) – 12 gols
Mbappé chegou à artilharia histórica na disputa pelo terceiro lugar, quando a França perdeu por 5 a 3 para a Inglaterra. Só nesta edição de 2026, o francês balançou as redes dez vezes e ainda deu quatro assistências, números que o consolidaram como o principal nome ofensivo do torneio nos Estados Unidos.
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Como terminou a campanha da Argentina
Com a vitória sobre a Áustria, a Argentina garantiu vaga antecipada no mata-mata e a liderança isolada do Grupo J. A campanha de Scaloni seguiu adiante fase a fase, até a Albiceleste chegar à grande decisão da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Na final, disputada no domingo (19), a Espanha superou a Argentina por 1 a 0, em um jogo equilibrado e decidido apenas na prorrogação: Pedro Porro cruzou, Nico Williams desviou de cabeça e Ferran Torres finalizou para o gol da conquista. Com o resultado, a seleção espanhola faturou o bicampeonato mundial, somando os títulos de 2010 e 2026.
Para Messi, o vice-campeonato encerrou o que deve ter sido sua última participação em Copas do Mundo. Ainda assim, o argentino sai do torneio nos Estados Unidos com a segunda colocação isolada na artilharia histórica da competição, atrás apenas de Mbappé.
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