Você vai assistir aos jogos da Copa do Mundo 2026 e quer entender melhor as regras? Uma das mudanças mais importantes das últimas edições diz respeito justamente às quantas substituições podem ser feitas na Copa do Mundo por cada seleção. A resposta curta é cinco, mas a história completa é bem mais interessante do que isso.
Desde 2020, o futebol mundial adotou um novo modelo de trocas que chegou para ficar. Na Copa do Mundo 2026, disputada em Estados Unidos, Canadá e México, as seleções continuam com esse padrão, além de exceções importantes que todo torcedor precisa conhecer.
A regra das cinco substituições na Copa
A Copa do Mundo 2022, no Qatar, foi a primeira edição do Mundial a adotar oficialmente as cinco substituições por partida. Antes disso, o limite era três trocas, regra que vigorava desde os anos 1990.
A mudança veio como resposta direta à pandemia de Covid-19. Em 2020, a Fifa autorizou cinco substituições em caráter emergencial para reduzir o desgaste físico dos jogadores, que retornavam às competições após longos períodos de paralisação. A medida foi tão bem recebida que se tornou definitiva.
Como funcionam as janelas de substituição
Cinco substituições não significa cinco interrupções no jogo. Para evitar que o tempo seja desperdiçado, a Fifa estabelece que as trocas precisam ser realizadas em no máximo três janelas com a bola rolando.
Ou seja: se um técnico quiser usar dois substitutos ao mesmo tempo, eles precisam entrar juntos em uma única janela. As mudanças feitas no intervalo entre o primeiro e o segundo tempo não entram nessa contagem. Assim, na prática, um treinador que usa todas as cinco trocas em momentos separados vai precisar concentrar algumas delas.
Substituição extra na prorrogação
Para os jogos do mata-mata que terminam empatados no tempo regulamentar, a Copa do Mundo 2026 tem uma regra especial. Cada seleção ganha direito a uma sexta substituição durante a prorrogação, os 30 minutos extras divididos em dois tempos de 15.
Mas tem um detalhe importante: se o técnico não usar todas as cinco trocas nos 90 minutos, as substituições restantes se somam à troca adicional da prorrogação. Isso dá ainda mais flexibilidade para os treinadores guardarem peças para o tempo extra.
Além disso, a pausa antes do início da prorrogação e o breve intervalo entre o primeiro e o segundo tempo extra funcionam como janelas "gratuitas", sem contar no limite de interrupções. Isso amplia bastante a margem de manobra tática nos momentos decisivos.
Substituição por concussão: a regra do cartão rosa
Uma das novidades mais relevantes das últimas Copas é a substituição por concussão. Quando há suspeita de choque de cabeça ou traumatismo craniano, a equipe pode realizar uma troca extra, além das cinco permitidas.
O protocolo envolve pelo menos dois médicos: um da própria seleção e um representante da Fifa. A avaliação precisa ser concluída em cerca de três minutos. Há ainda um médico com acesso às imagens de transmissão para apoiar o diagnóstico. O jogador que sai por suspeita de concussão não pode retornar à partida nem participar de uma eventual disputa por pênaltis.
Esse tipo de substituição é sinalizado por um cartão rosa, que o árbitro ou o quarto árbitro usa para comunicar a troca ao placar e às transmissões.
Por que a Fifa ampliou o número de substituições?
A lógica por trás da mudança é simples: mais substituições significam menos lesões. Com jogadores podendo ser retirados antes de atingir o limite físico, o risco de contusões musculares cai de forma considerável.
A medida também impacta o jogo taticamente. Técnicos com um banco de reservas mais qualificado passaram a ter mais poder de interferência no resultado, especialmente em jogos equilibrados. Não é à toa que a troca no segundo tempo virou uma das ferramentas mais estudadas nos bastidores das seleções.
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E em outros jogos, como funciona?
Padrão atual (desde 2020, adotado pela FIFA e IFAB)
As principais ligas europeias como Premier League, La Liga, Serie A, Bundesliga e Ligue 1 adotam 5 substituições, distribuídas em até 3 momentos. O Brasileirão Série A e as copas sul-americanas (Libertadores e Sul-Americana) também seguem o mesmo padrão, com janela adicional na prorrogação.
Mudança importante a partir de julho de 2026
O IFAB oficializou novas regras para a temporada 2026/27: será permitido utilizar até 8 jogadores no decorrer da partida, podendo chegar a 11 caso haja acordo entre as equipes e comunicação prévia à arbitragem, mantendo a limitação de 3 janelas de substituição por time. Terra
Exceção: categorias de base e amadores
Em categorias de base e competições amadoras, as regras podem ser mais flexíveis. Muitos campeonatos juvenis permitem um número maior de substituições, como sete ou até trocas ilimitadas, sempre com o intuito de dar experiência de jogo a um maior número de atletas.
Resumindo:
Competição | Substituições |
|---|---|
Copa do Mundo, Libertadores, Champions | 5 (+1 na prorrogação) |
Brasileirão, Premier League, La Liga etc. | 5 |
Categorias de base / amador | Variável (pode ser 7 ou ilimitado) |
A partir de 2026/27 (clubes) | Até 8 (ou 11 com acordo) |
Perguntas frequentes
Quantas substituições são permitidas na Copa do Mundo 2026?
Cada seleção pode fazer até cinco substituições no tempo normal de jogo. Em caso de prorrogação no mata-mata, esse número sobe para seis. Além disso, existe a possibilidade de uma substituição extra por concussão, independentemente do momento da partida.
O que é uma janela de substituição?
Janela de substituição é o momento em que o árbitro para o jogo para que uma ou mais trocas sejam realizadas. A Fifa limita a três janelas por time durante os 90 minutos, embora seja possível fazer múltiplas substituições em uma única janela.
Um jogador substituído pode voltar para o campo?
Não. Uma vez substituído, o jogador não pode retornar à partida. A única exceção é o goleiro, que pode ser recolocado em campo em situações específicas autorizadas pela medicina da Fifa.
A substituição por concussão conta no limite de cinco?
Não. A substituição por concussão é uma troca adicional, realizada fora do limite de cinco. Ela só pode ser feita quando há diagnóstico médico de suspeita de traumatismo craniano ou concussão.
Quantas substituições eram permitidas antes dessa mudança?
Até a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, cada equipe tinha direito a apenas três substituições por partida. A mudança para cinco foi implantada em 2020 e consolidada no Mundial de 2022 no Qatar.
