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As maiores zebras em Copas do Mundo: quando o azarão derrubou o gigante
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As maiores zebras em Copas do Mundo: quando o azarão derrubou o gigante

|8 min de leitura

A Copa do Mundo é a casa das surpresas. As maiores zebras em Copas do Mundo provam que camisa pesada, ranking e favoritismo não valem tanto assim depois que a bola rola. 

Em quase cem anos de Mundiais, amadores derrubaram profissionais, estreantes humilharam campeões e seleções "pequenas" foram mais longe do que qualquer especialista previa. E é exatamente isso que torna o torneio tão viciante. Ninguém liga a TV esperando o óbvio. 

Você está aqui para relembrar os resultados que pararam o planeta? Então vem com a gente. Vamos do "Milagre de Belo Horizonte" até o tropeço da Argentina no Catar, passando pelas campanhas mais improváveis da história.

O que é uma zebra no futebol?

‘Zebra’ é o nome que o brasileiro deu para o resultado que ninguém esperava. O time favorito, aquele que estava "ganho" antes do apito inicial, acaba derrotado por um adversário considerado muito inferior. Quanto maior a distância técnica entre os dois, maior a zebra.

O termo nasceu fora dos gramados e veio do jogo do bicho, em que a zebra não está entre os 25 animais do sorteio. Quando saía um resultado impossível, alguém logo dizia que "deu zebra". 

A expressão grudou no futebol e hoje é palavra obrigatória em qualquer Copa do Mundo.

As maiores zebras em Copas do Mundo em jogos isolados

Algumas zebras cabem em uma única partida. São noventa minutos que viram lenda, em que o azarão segura o resultado e manda o gigante para casa. Esses são os choques mais lembrados sempre que o assunto são as maiores zebras em Copas do Mundo.

Infográfico minimalista sobre as maiores zebras em Copas, com fundo branco e identidade visual do Diário do Futebol, destacando oito resultados históricos: EUA 1 x 0 Inglaterra em 1950, Coreia do Norte 1 x 0 Itália em 1966, Argélia 2 x 1 Alemanha Ocidental em 1982, Argentina 0 x 1 Camarões em 1990, França 0 x 1 Senegal em 2002, Itália 0 x 1 Costa Rica em 2014, Alemanha 0 x 2 Coreia do Sul em 2018 e Argentina 1 x 2 Arábia Saudita em 2022.

Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra (1950)

A Inglaterra desembarcou no Brasil com fama de inventora do futebol e elenco profissional temido no mundo todo. Do outro lado, os Estados Unidos juntaram às pressas um grupo de semi-amadores que conciliavam o esporte com outras profissões, de carteiro a lavador de pratos.

Em Belo Horizonte, o haitiano Joe Gaetjens cabeceou o gol da vitória americana por 1 a 0. O resultado ficou conhecido como "Milagre de Belo Horizonte" e até hoje aparece no topo das listas como a maior zebra de todos os tempos.

Coreia do Norte 1 x 0 Itália (1966)

A bicampeã mundial Itália chegou à Inglaterra com um elenco recheado de estrelas e só precisava de um empate para avançar. O adversário era a estreante Coreia do Norte, formada por atletas quase desconhecidos.

Pak Doo-Ik marcou, os asiáticos venceram por 1 a 0 e eliminaram os italianos ainda na fase de grupos. Foi um vexame tão grande que provocou mudanças estruturais no futebol da Itália por décadas.

Argélia 2 x 1 Alemanha Ocidental (1982)

A Alemanha Ocidental era bicampeã mundial e favorita ao título na Espanha. Já a Argélia estreava em Copas e poucos davam qualquer chance aos africanos naquele confronto.

Comandada por Rabah Madjer, a Argélia venceu por 2 a 1 e fez história: foi a primeira vez que uma seleção africana superou uma grande potência europeia em Mundiais. O resultado mudou o olhar do mundo sobre o futebol do continente.

Argentina 0 x 1 Camarões (1990)

A abertura da Copa da Itália tinha tudo para ser a festa da Argentina campeã, com Maradona no auge. Camarões era visto como mero coadjuvante naquele San Siro lotado.

Mesmo terminando o jogo com dois jogadores expulsos, Camarões venceu por 1 a 0 com gol de Omam-Biyik. Foi o pontapé de uma campanha que levou os africanos até as quartas de final.

França 0 x 1 Senegal (2002)

A França chegou à Copa da Coreia e do Japão como atual campeã mundial e europeia. O adversário de estreia era Senegal, que jogava sua primeira partida em Mundiais com um elenco quase todo formado em clubes franceses.

Papa Bouba Diop marcou, Senegal venceu por 1 a 0 e desestabilizou os franceses. Os campeões caíram na fase de grupos sem marcar um gol, enquanto os africanos avançaram até as quartas.

Alemanha 0 x 2 Coreia do Sul (2018)

A Alemanha era a atual campeã e favorita na Rússia. Bastava vencer a Coreia do Sul na última rodada para seguir viva no torneio.

Os sul-coreanos venceram por 2 a 0 e eliminaram os alemães ainda na fase de grupos. Foi a primeira queda da Alemanha na primeira fase desde 1938, um choque global.

Argentina 1 x 2 Arábia Saudita (2022)

Invicta havia 36 jogos e embalada pela Copa América, a Argentina de Messi estreou no Catar como uma das grandes favoritas ao título. A Arábia Saudita era vista como uma das seleções mais frágeis do grupo.

Messi abriu o placar de pênalti, mas os sauditas viraram para 2 a 1 no segundo tempo. Pelo contexto e pelo favoritismo argentino, muitos rankings já apontam essa partida como a maior zebra da história das Copas.

Seleções pequenas que fizeram campanhas históricas

Nem toda zebra cabe em um jogo só. Algumas viraram campanhas inteiras, com seleções sem tradição eliminando gigantes e chegando a fases inéditas. Veja as histórias que mais marcaram quando o assunto são as maiores zebras em Copas do Mundo.

Coreia do Norte (1966)

Depois de despachar a Itália, os norte-coreanos foram às quartas de final. Lá, chegaram a abrir 3 a 0 sobre Portugal antes de levar a virada por 5 a 3, com quatro gols de Eusébio.

Foi a melhor campanha de uma seleção asiática até então e um dos enredos mais surpreendentes daquela década. A Coreia do Norte saiu da Copa como símbolo do imprevisível.

Bulgária (1994)

Na fase de grupos, a Bulgária bateu a Argentina e mostrou que não estava ali de passagem. O melhor, porém, viria nas quartas de final.

Os búlgaros eliminaram a Alemanha, então campeã mundial, com a virada por 2 a 1 e gols de Stoichkov e Letchkov. A seleção terminou em quarto lugar, na maior campanha de sua história.

Croácia (1998)

Em sua primeira Copa como país independente, a Croácia surpreendeu a todos na França. Nas quartas de final, atropelou a Alemanha por 3 a 0, com gols de Jarni, Vlaovic e Suker.

A seleção terminou em terceiro lugar e revelou uma geração que voltaria a brilhar décadas depois. Foi uma estreia que entrou direto para a galeria das grandes zebras.

Costa Rica (2014)

Caída no "grupo da morte" ao lado de Uruguai, Itália e Inglaterra, a Costa Rica era a aposta de ninguém. Mesmo assim, liderou a chave invicta após bater dois campeões mundiais.

Os costa-riquenhos só pararam nos pênaltis contra a Holanda, nas quartas de final. A campanha colocou o país pequeno da América Central no mapa do futebol mundial.

Marrocos (2022)

No Catar, Marrocos fez o que nenhuma seleção africana havia feito antes. Eliminou Espanha e Portugal e chegou às semifinais do Mundial.

A campanha marroquina emocionou o mundo árabe e o continente africano inteiro. Foi a prova de que a hierarquia do futebol pode ser quebrada por quem joga com coragem e organização.

Por que as zebras acontecem nas Copas?

Lionel Messi em uma das maiores zebras em Copas, quando Argentina perdeu de virada para a Arábia Saudita.

Se o favorito quase sempre é mais forte no papel, por que tantas zebras aparecem? A resposta passa por fatores que o ranking não mede. Entender isso ajuda a enxergar as maiores zebras em Copas do Mundo com outros olhos.

Jogo único pesa muito. Em uma partida só, qualquer detalhe decide: um gol cedo, uma expulsão, um goleiro inspirado. O azarão não precisa ser melhor durante 90 minutos, basta ser melhor nos momentos certos.

A pressão também conta. O favorito carrega a obrigação de vencer, enquanto o azarão joga leve, sem nada a perder. Some isso a estreias, organização tática e fator emocional, e você tem o terreno perfeito para o imprevisível.

As zebras e a Copa do Mundo de 2026

Com o formato ampliado para 48 seleções, a Copa de 2026 promete ainda mais espaço para surpresas. Mais times significam mais estreantes, mais jogos desequilibrados no papel e mais chances de zebra logo na primeira fase.

A história mostra que potências como Alemanha, França e Argentina já caíram diante de azarões. Em 2026, com tantas seleções novas em campo, é seguro apostar que pelo menos uma zebra vai sacudir o Mundial. A única dúvida é qual delas entrará para esta lista.

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Perguntas frequentes

Qual é a maior zebra da história das Copas?

Não há consenso absoluto, mas duas partidas lideram o debate: Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra, em 1950, e Argentina 1 x 2 Arábia Saudita, em 2022. A primeira reúne o fator amadorismo dos americanos, e a segunda, o favoritismo extremo da Argentina invicta de Messi.

Por que o resultado surpreendente é chamado de zebra?

O termo veio do jogo do bicho, em que a zebra não está entre os 25 animais sorteados. Quando saía um resultado tido como impossível, dizia-se que "deu zebra". A expressão migrou para o futebol e se popularizou no Brasil.

Qual seleção pequena foi mais longe em uma Copa?

Marrocos, em 2022, é o melhor exemplo recente: foi a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo, eliminando Espanha e Portugal no caminho.

A Alemanha já foi vítima de muitas zebras?

Sim. A Alemanha perdeu para a Argélia em 1982, foi eliminada pela Bulgária em 1994, levou 3 a 0 da Croácia em 1998 e caiu na fase de grupos diante da Coreia do Sul em 2018. Mesmo sendo uma das maiores potências, virou alvo frequente de azarões.

A Copa de 2026 pode ter mais zebras?

A tendência é que sim. Com 48 seleções e mais estreantes em campo, o número de confrontos desequilibrados aumenta, e com ele as chances de novas surpresas já na fase de grupos.

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Jornalista especializada em esportes e iGaming | Escreve sobre apostas esportivas, futebol, estatísticas e performance de equipes e atletas.


Francielle Carvalho é jornalista especializada em esportes e apostas esportivas. Desde 2019 tem sua atuação voltada à produção de conteúdo digital sobre futebol, análise tática, estatísticas e performance de equipes e atletas.

Desenvolve conteúdos para portais esportivos e plataformas de iGaming, com análises, palpites, guias de apostas e coberturas de campeonatos nacionais e internacionais, com foco em SEO, dados e cobertura factual.

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