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Do fracasso histórico ao topo do mundo? As chances do Brasil na Copa do Mundo 2026
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Do fracasso histórico ao topo do mundo? As chances do Brasil na Copa do Mundo 2026

|11 min de leitura

As chances do Brasil na Copa do Mundo 2026 existem. Mas elas vêm acompanhadas de uma pergunta incômoda: dá para confiar em uma Seleção que chega ao Mundial depois de uma Eliminatória tão ruim?

O Brasil não entra na Copa como grande favorito, disso já sabemos. A campanha nas Eliminatórias deixou marcas. Foram 28 pontos, quinta colocação e o pior aproveitamento da Seleção no formato de pontos corridos.

Mesmo assim, descartar o Brasil seria um erro. A equipe tem Carlo Ancelotti, um dos técnicos mais vencedores do futebol, e um ataque com Vini Jr., Raphinha, Matheus Cunha, Neymar, Endrick e outras opções.

Neste artigo, o Diário do Futebol analisa por que o Brasil chega pressionado, quais são os pontos fortes da Seleção, onde estão os riscos e o que precisa acontecer para o sonho do hexa virar algo real.

Resumo

  • O Brasil tem chance de título, mas não chega como favorito absoluto. A Seleção está entre os candidatos, porém ainda precisa provar estabilidade.

  • A campanha nas Eliminatórias aumentou a desconfiança. O quinto lugar e o baixo aproveitamento tiraram parte da autoridade que o Brasil costuma carregar.

  • Ancelotti muda o tamanho da expectativa. O técnico italiano não resolve tudo sozinho, mas oferece organização, experiência e leitura de elenco.

  • O ataque é o maior trunfo. Vini Jr., Raphinha, Matheus Cunha, Neymar, Endrick e Martinelli dão ao Brasil várias formas de assustar o adversário.

  • O principal risco está no equilíbrio. Se o time se partir entre ataque e defesa, pode sofrer contra seleções mais organizadas.

Por que as chances do Brasil na Copa do Mundo 2026 viraram dúvida?

As chances do Brasil viraram dúvida porque a Seleção fez uma campanha muito abaixo do esperado nas Eliminatórias.

O Brasil terminou a disputa sul-americana em quinto lugar. Somou 28 pontos, com 8 vitórias, 4 empates e 6 derrotas em 18 jogos. Para um país acostumado a dominar esse caminho, o desempenho acendeu o sinal de alerta.

A Seleção fechou a campanha com um aproveitamento de 51%. Foi o pior desempenho brasileiro desde que as Eliminatórias passaram a ser disputadas em formato de pontos corridos.

Isso pesa no olhar do torcedor e, claro, no olhar dos rivais.

Durante muito tempo, o Brasil entrava em qualquer Copa com uma aura diferente. Mesmo quando não jogava bem, era tratado como candidato natural. Agora, o cenário é outro. O elenco segue forte, mas a equipe precisa recuperar o respeito dentro de campo.

A questão não é só perder jogos. Afinal, toda seleção pode passar por fases ruins. O problema foi a sensação de fragilidade. Em vários momentos, o Brasil pareceu sem controle, sem confiança e sem uma ideia clara de jogo.

Por isso, o debate sobre as chances brasileiras começa pela desconfiança. Antes de falar em hexa, a Seleção precisa mostrar que voltou a ser um time confiável.

Linha do tempo sobre as chances do Brasil na Copa do Mundo 2026, destacando o caminho da Seleção desde o título de 2002 até a chegada de Ancelotti em 2026.

O Brasil é favorito para ganhar a Copa do Mundo 2026?

O Brasil está entre os candidatos ao título, mas não é o favorito absoluto.

Essa diferença importa. Ser candidato significa ter elenco, camisa e talento para vencer qualquer adversário. Ser favorito absoluto exige algo a mais: regularidade, controle emocional e desempenho recente convincente.

Hoje, o Brasil ainda não reúne todos esses elementos.

No ranking de favoritos, a Seleção aparece atrás de Espanha, França, Inglaterra, Argentina e empatado com Portugal. Isso ajuda a entender o momento. O Brasil segue no grupo de elite, só que não chega sozinho no topo da fila.

A fala de Alisson Becker, em coletiva na quinta-feira, também traduz esse cenário. O goleiro reconheceu que o Brasil não está entre os favoritos ​para vencer a Copa do Mundo, mas disse que não há vantagem em ser apontado como um deles e que continua confiante nas chances da seleção. 

Esse é o ponto. O Brasil não chega pronto, mas chega perigoso.

A Copa do Mundo nem sempre premia a equipe mais badalada antes da primeira rodada. Muitas vezes, o campeão cresce durante o torneio. Foi assim com várias seleções ao longo da história. A Argentina, por exemplo, perdeu da Arábia Saudita no primeiro jogo, ajustou o time durante a campanha e levantou a taça no Catar em 2022.

Para o Brasil, esse pode ser o caminho. A Seleção precisa usar a fase de grupos para ganhar confiança, ajustar comportamentos e chegar mais madura aos jogos decisivos.

+ Previsões para a Copa do Mundo 2026: quem vai longe no maior Mundial da história?

O que Ancelotti muda nas chances do Brasil?

Ancelotti aumenta as chances do Brasil porque traz algo que faltou à Seleção nos últimos ciclos: organização sem rigidez.

O técnico italiano não costuma prender grandes jogadores em sistemas engessados. Sua principal força está em entender as características do elenco e montar uma estrutura que potencialize essas peças.

Isso faz diferença em uma Seleção como a brasileira. O problema do Brasil nunca foi falta de talento, mas transformar talento em time. 

Desde 2002, a Seleção teve grandes nomes: Neymar, Kaká, Ronaldinho, Ronaldo, Adriano, Thiago Silva, Casemiro, Vini Jr. e muitos outros. Mesmo assim, caiu repetidas vezes quando precisou controlar jogos grandes.

Em 2006, faltou resposta contra a França. Em 2010, a equipe perdeu o controle emocional diante da Holanda. Em 2014, o colapso contra a Alemanha virou um trauma nacional que nos persegue ainda hoje. Em 2022, a vantagem contra a Croácia escapou nos minutos finais.

Ancelotti chega para atacar esse problema, entendendo que não precisa ensinar o Brasil a ter bons jogadores, mas sim fazer esse grupo competir melhor.

Isso passa por escolhas simples, mas decisivas. Quem protege a defesa? Quem dá pausa ao jogo? Quem acelera? Quem fica mais preso quando os atacantes sobem? Quem segura a pressão quando o adversário cresce?

A resposta a essas perguntas pode definir até onde o Brasil vai.

Qual é o maior trunfo do Brasil para 2026?

Infográfico sobre as chances do Brasil na Copa do Mundo 2026, mostrando o ataque da Seleção e as funções de Vini Jr., Raphinha, Matheus Cunha, Neymar, Endrick e Martinelli.

O maior trunfo do Brasil é a variedade ofensiva. A Seleção tem muitos tipos de ataque no mesmo elenco, um ponto que poucos rivais conseguem igualar. 

  • Vini Jr. é o nome que mais assusta em campo aberto. Quando recebe espaço, ele desmonta defesas com velocidade, força o adversário a recuar e cria corredores para outros jogadores.

  • Raphinha oferece outra coisa: intensidade, movimentação e recomposição, o que ajuda o time a atacar com muitos homens sem perder tanto o formato.

  • Matheus Cunha aparece como um jogador menos midiático, mas muito útil. Ele pode sair da área, aproximar do meio e conectar jogadas, evitando que o ataque fique isolado.

  • Neymar, por sua vez, muda de função dentro dessa lógica, porque não precisa mais carregar tudo sozinho. Ele pode ser o jogador da pausa, do passe diferente e da decisão em espaços curtos. Sua condição física, porém, exige cuidado.

  • Endrick é uma grande esperança, com um perfil de "arma letal" e uma mentalidade decisiva. Ele consegue dar presença de área e agressividade. 

Além deles, Martinelli acrescenta velocidade. Igor Thiago pode ser usado em cenários que pedem mais força física. Luiz Henrique e Rayan ampliam o repertório.

Durante uma mesma partida, o Brasil pode jogar em velocidade, pressionar alto, explorar dribles, usar bola aérea ou mudar o perfil do ataque.Essa diversidade explica por que o teto do Brasil é tão alto. A Seleção talvez não seja a mais estável da Copa, mas tem jogadores capazes de decidir uma partida em poucos minutos.

Onde estão os maiores riscos da Seleção Brasileira?

Os maiores riscos do Brasil estão no equilíbrio defensivo, na transição e no controle do meio campo. A Seleção pode atacar muito e essa parte não preocupa tanto. A dúvida está no que acontece quando se perde a bola.

Se Vini Jr., Raphinha, Neymar, Cunha ou Endrick estiverem muito altos, o espaço às costas do ataque pode ficar grande. Nesse cenário, o meio precisa reagir rápido. Caso contrário, a defesa fica exposta.

Casemiro ainda tem leitura, liderança e experiência. Mas já não vive o auge físico de outros ciclos. Bruno Guimarães ajuda na construção e na marcação. Ainda assim, o Brasil precisa de um encaixe muito claro para não deixar buracos.

Outro ponto está nas laterais. O Brasil já teve jogadores que decidiam jogos no campo ofensivo, como Cafu, Roberto Carlos, Marcelo e Maicon. Mas em 2026, a posição virou uma das maiores incertezas da Seleção.

Com o corte de Wesley, Ancelotti passou a ter Danilo e Ibañez como opções pela direita, além de Alex Sandro e Douglas Santos pela esquerda. 

A escolha por Ibañez, zagueiro de origem, ajuda a explicar o momento da posição. O Brasil não procura apenas laterais de ultrapassagem, mas busca jogadores capazes de proteger o setor e vencer duelos.

Essa mudança não é só brasileira. Em análise sobre o assunto publicada pelo ge, o comentarista Carlos Eduardo Mansur explica que o futebol atual criou funções diferentes para os laterais. Hoje, há laterais que viram meio-campistas, laterais mais defensivos e zagueiros adaptados ao lado do campo. O avanço dos pontas também ocupou corredores que antes eram dominados pelos laterais.

Por isso, a lateral pesa nas chances do Brasil na Copa do Mundo 2026. O setor precisa entregar segurança, bom posicionamento e apoio na medida certa. Se os lados do campo virarem ponto fraco, a Seleção pode sofrer contra adversários rápidos e bem organizados.

O grupo do Brasil ajuda ou complica?

O grupo do Brasil tem dificuldade moderada, mas a estreia pode ser um teste duro.

A Seleção está no Grupo C da Copa do Mundo 2026, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. O primeiro jogo é contra Marrocos, no dia 13 de junho. Depois, o Brasil enfrenta o Haiti, em 19 de junho, e fecha a fase de grupos contra a Escócia, no dia 24.

No papel, o Brasil tem obrigação de avançar. A diferença técnica para Haiti e Escócia coloca a Seleção em boa posição. Mas a Copa não se ganha no papel.

O jogo contra Marrocos chama mais atenção. A seleção marroquina foi semifinalista em 2022 e mostrou ao mundo um time físico, organizado e difícil de quebrar. Para um Brasil ainda em busca de equilíbrio, a estreia pode funcionar como termômetro.

Afinal, quais são as chances do Brasil na Copa do Mundo 2026?

Imagem ilustrativa sobre as chances do Brasil na Copa do Mundo 2026, com a taça da Copa do Mundo em destaque em um cenário esportivo nas cores da Seleção Brasileira.

As chances do Brasil na Copa do Mundo 2026 são reais, mas instáveis.

O Brasil pode ganhar a Copa porque tem camisa, elenco, tradição e jogadores decisivos. Também tem um técnico acostumado a jogos grandes. Esses fatores colocam a Seleção entre as equipes que podem levantar a taça.

Ao mesmo tempo, o Brasil pode cair antes do esperado se repetir erros recentes. A equipe ainda precisa provar que sabe controlar partidas difíceis, proteger melhor a defesa e manter a calma em momentos de pressão.

O cenário mais realista é tratar a Seleção como uma candidata de teto alto. Ou seja, o Brasil tem potencial para crescer muito durante o torneio, mas esse crescimento depende de ajustes.

Se Ancelotti encontrar equilíbrio, o ataque brasileiro pode machucar qualquer adversário. Se não encontrar, a mesma força ofensiva pode deixar espaços perigosos.

A pergunta final talvez não seja se o Brasil tem talento para ser campeão, mas se esse talento vai virar um time competitivo o suficiente para sobreviver aos jogos mais duros da Copa.

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Conclusão

As chances do Brasil na Copa do Mundo 2026 passam por dois pontos principais: a resposta à crise recente e a capacidade de Ancelotti organizar um elenco cheio de talento.

A campanha nas Eliminatórias deixou dúvidas reais. O Brasil perdeu autoridade, mostrou instabilidade e chegou ao Mundial sem o peso de favorito absoluto. Ainda assim, a Seleção tem um dos ataques mais fortes da Copa e várias formas de decidir jogos.

Esse é o paradoxo brasileiro. O time não chega pronto. Mas chega perigoso.

No Diário do Futebol, seguimos acompanhando cada passo da Seleção, com análise, contexto e informação para o torcedor entender o que está em jogo. Para continuar no tema, leia também nosso conteúdo sobre os favoritos da Copa do Mundo 2026.

Perguntas frequentes (FAQ)

O Brasil tem chance de ganhar a Copa do Mundo 2026?

Sim. O Brasil tem chance de ganhar a Copa do Mundo 2026, mas não chega como favorito absoluto. A Seleção tem elenco forte, ataque variado e Carlo Ancelotti no comando. Ainda assim, precisa mostrar equilíbrio defensivo e mais controle em jogos decisivos.

Por que o Brasil não é favorito absoluto na Copa de 2026?

O Brasil não é favorito absoluto porque fez uma campanha ruim nas Eliminatórias e ainda carrega dúvidas táticas. A Seleção terminou a disputa sul americana em quinto lugar e teve seu pior aproveitamento no formato de pontos corridos.

O que Ancelotti pode mudar na Seleção Brasileira?

Ancelotti pode dar mais organização ao Brasil. Sua missão é transformar um elenco talentoso em um time mais equilibrado. Isso passa por ajustar o meio campo, proteger melhor a defesa e distribuir melhor as funções no ataque.

Qual é o maior ponto forte do Brasil em 2026?

O maior ponto forte do Brasil é o ataque. A Seleção tem jogadores de perfis diferentes, como Vini Jr., Raphinha, Matheus Cunha, Neymar, Endrick e Martinelli. Essa variedade permite ao time buscar soluções diferentes durante uma partida.

Qual é o maior risco do Brasil na Copa?

O maior risco é o desequilíbrio entre ataque e defesa. Se o Brasil perder a bola mal posicionado, pode deixar muitos espaços para o adversário. Esse problema pode pesar contra seleções mais organizadas.

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Jornalista especializada em esportes e iGaming | Escreve sobre apostas esportivas, futebol, estatísticas e performance de equipes e atletas.


Francielle Carvalho é jornalista especializada em esportes e apostas esportivas. Desde 2019 tem sua atuação voltada à produção de conteúdo digital sobre futebol, análise tática, estatísticas e performance de equipes e atletas.

Desenvolve conteúdos para portais esportivos e plataformas de iGaming, com análises, palpites, guias de apostas e coberturas de campeonatos nacionais e internacionais, com foco em SEO, dados e cobertura factual.

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